Jun 14th, 2008
Peru 2008 - Compactando a energia
Depois que Jorge me deixou ali sem saber o que fazer com o Urso e a Chakana decidi deitar-me nas costas largas do animal e tirar uma soneca.
Sonhos estranhos, que nao me lembro bem depois de acordar. Por fim, minha perna nao doía mais e minha pele já estava ardendo com o Sol. Levantei e decidi explorar um pouco mais Quenco Chico. Rapidamente encontrei uma pedra em formato losangular que muito se assemelhava à constelaçao do Cruzeiro do Sul. Mais adiante encontro tres buracos no chao com uma distancia e inclinaçao que se pareciam muito à do cinturao de Órion, ou Tres Marias como as conhecemos vulgarmente.
A forma nao linear em que as pedras estao dispostas sao um grande desafio a quem nao é um Inka iniciado naqules mistérios, mas deixei que minhas sensibilidade me guiasse e pedi à Terra e aos antepassados que me protegessem e me guiassem pelo local, e caso eu fosse digno, que eu pudesse conhecer algo do que ali deve ser feito.
Esta é uma fórmula mágica para lugares de poder, ter respeito, humildade, pedir licensa, proteçao e ajuda. O lugar se abre como uma flor, pois todos os lugares de poder, por mais antigos que sejam, estao vivos, querem interatuar com as pessoas pois foram criados para auxiliar a humanidade a desenvolver-se em todos os niveis.
Finalmente encontrei um local que me era querido e ali sentei, fechei os olhos e imediatamente me senti sobre as nuvens, imenso como um super gigante olhando de cima os picos nevados e montanhas e vales da cordilheira dos andes. Minha consciencia era do tamanho da consciencia dos deuses e podia observar toda a vida de uma perspectiva muito ampla.
Abri os olhos e observei que todas as pedras à minha volta possuiam terminaçoes que se assemelhavam aos picos que estavam à minha volta. De repente passei a ver o local onde eu estava como uma imensa maquete das montanhas e lugares sagrados. Era como se num fractal, pudesse elevar minha consciencia ao diminuir o mundo a minha volta. Levantei-me e passei a investigar as pedras sob este ponto de vista. Antes suas reentrancias e suas saliencias pareciam ser formas naturais, esculpidas pelo tempo, pela agua ou pelo vento. Mas diante daquela sensaçao de que estava em uma grande maquete tive a completa certeza que todas aquelas pedras haviam sido esculpidas em seus minimos detalhes.
Podia observar em alguns lugares a réplica identica de montanhas ao redor.
Me sentndo assim tao grande resolvi deixar o complexo e seguir montanha acima. Após alguns minutos de caminhada encontro uma outra massa enorme de pedras também em formatos nao convencionais. Como se conhecesse o caminho me dirigi a uma reentrancia na rocha que levava a uma pequena passagem subterrranea, ali uma escada leva a um local em formato de fenda ainda mais profundo dentro da terra.
Ao chegar ao fundo imediatamente já me sentia mais forte e mais compacto, vi a maestria dos Inkas ao colocarem um local onde podemos nos compactar logo após uma experiencia mistica, ou se fizesse o caminho contrário, como ter a base forte e segura para poder se lançar as alturas celestes.
Despois vim a saber que este local era Quenco, uma ruína muito famosa por alguns motivos que escreverei em outro artigo.
Esperando uma possibilidade de visitar Quenco Chico durante à noite para verificar seus alinhamentos, me pus a caminhar novamente na estrada de asfalto desta vez em direçao a Pukapukara e Tambomachai, ruínas Inkas a cerca de 10 Km dali. E o caminho era belo!
Em pukapukara encontrei uma fortaleza muito interessante mas sem experiencias dignas de nota.
Ao entrar em Tambomachai jà me sentia cansado da caminhada, do sol e da falta de comida. Provavelmente já estava no meio da tarde e os vales continuavam se estendendo por todas as partes.
pelo cainho de terra a cada passo que dava era como se mais e mais mundos subissem às minhas costas. ficava cada vez mais pesado e mais cansado.
Ao fim do caminho havia uma fonte com uma queda de água em uma altura e duas em um patamar mais baixo, que quando as observamos de frente fomam uma espécie de triangulo.
Cordas proibiam a chegada até a água e um grupo de japoneses de idade mais avançada estavam chegando ruidosos e fotográficos como sempre. Procurei uma pdera à sombra e me despenquei. Minha sensaçao é que estava me transformando em uma daquelas pedras e ficaria ali, imóvel, por milhares de anos.
De onde estava observava o grupo asiático. Eram cerca de 20 pessoas. Cada uma delas tirou foto sozinha na fonte. Depois todas as mulheres se juntaram e a foto colotiva. Em seguida o clube do bolinha fez sua foto. Neste momento chegava uma senhora mais velha que havia ficado para trás e entao mais uma sessao de fotos.
Por fim, quando já se distanciavam um pouco da fonte algo em mim fez meu corpo levantar, caminhei resoluto em direçao á fonte, me ajolhei, levantei a corda que impedia o contado com a água e molhei cabeça, nuca maos e boca.
Era uma fonte mágica. imediatamente parecia que tinha acabado de acordar. estava feliz, leve, tranquilo e bem disposto. Nao podia imaginar como poderia estar me sentindo tao cansado a menos de um minuto atrás.
Agradeci ao local a bençao recebida, e em hora muito apropriada e comecei a fazer meu caiminho de volta.
Para trás deixei o grupo de japoneses que gostando da minha audácia resolveram fazer o mesmo e já formavam uma educada fila. Como eu amo a existencia de lugares como o Peru e de pessoas como os japoneses!
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