Jun 25th, 2008
PERU 2008 - Iniciaçao Inka
Saímos de Pisac super atrasados para nosso encontro com Mestre Francisco. Ka ia à frente com o motorista do táxi, frederico, valéria e dani no banco de trás, e eu no bagageiro.
Pensava em dormir um pouco porém uma a uma foram surgindo as montanhas sagradas, ou Apus, do vale do rio Vilcanota. Encobertas com neve no topo e quase sem nenhuma vegetaçao exalavam uma aura de mistério, fascínio e convite que eram quase irresistíveis.Várias fotos retiradas de dentro do carro na emoçao do momento e e no frenezi das buzinadas do carro. Os motoristas peruanos, espcialmente os de táxi, comprendem a buzina como algo fundamntal para o funcionamento do carro, bem como o acelerador embreagm combustível. Este nao fugia à regra e buzinava para pessoas que estavam nas calçadas e numa área da estrada que estava sendo recapeada buzinou para todos os buracos, pois nao havia animais ou pessoas em volta. Provavlmnt queria qu os buracos fossem ao acostamento ou estava penas se certificando que nao iriam mover-se entrar bruscamente sob os pneus.
Chegamos na praça principal da cidade de Ollantaytambo por volta das 3 da tarde, e como se houvéssemos combinado Mestre Francisco estava caminhando em nossa direçao.
Nos saudou como sempre alegremente nos disse que o momento era perfeito, e que o atraso nao era problema algum. Nos apressou para que entrássemos ao complexo arqueológico e nos levou imediatamente a uma fonte praticamente isolada do restante do complexo. Neste momento, como que num passe de mágica nao havia qualquer vigilante do parque arqueologico. Ele saltou a corda que impedia os turistas de chegarem até a fonte e começou a explicar que aquela fonte era uma espécie de eixo do império inca, ou em suas palavras umbigo, e que a partir dali saiam os raios nergéticos que se conectavam com todo o antigo império. nos explicou que nosdias de equinócio um jogo de luz sombras faziam com que a figura de um sacerdote inca aparecesse com as maos m concha a colher a água da fonte e por isto l considerava aquele local a porta de entrada ao universo inca.
Neste momento pediu a Panchito, seu filho de 8 anos que nos acompanhava e que havia se juntado a nos no caminho entre a praça e o complexo arqueológico, que lhe desse as ¨chacanas¨. Chacanas sao as chamadas cruzes escalonadas do império inca e que sao utilizadas comumnte nos dias de hoje como amuletos. Nos disseque eram chacanas feitas de pedra serpentina vindas da proximidade de Machu Picchu e que ele as dava a quem se iniciava no conhcimento do caminho inca. Mergulhou-as na fonte e ali as deixou enquanto passou a mao na água, na partede cima da fonte, e impressionantemente a água deixou de cair como m uma cachoeira e passou a simplesmnt escorrer colada á pedra, sem fazer barulho algum. era impressionante que a água pudesse mudar seu comportno com um simples toque de dedo.
Ordenou-me asaltar a corda em colocar m posiçao fetal na fonte me apoiando em duas protuberancias da rocha que a compunha. Em seguida com mais um toque na água a mesma voltou a jorrar caudalosa e cobiu toda a minha nuca e cabeça dando uma sensaçao de limpeza, alivio e frescor. Mestre Franscico entao me disse para lvantar todo o corpo de uma vez, jogando a água para trás da cabeça.
Pegou minha mao direita e estendeu-a até a fonte. Novamente tocou a água e esta trocou seu fluxo de queda para escorrimento. pegou uma das chacanas que estavam dentro da pia da font e passando-a sobre minha mao estendida trouxe-a de volta à pia. em seguida tocou a água e estava voltou a jorrar. estendeu minh mao esquerda que dentro do jorro de água recebeu a chacana. Colocou-a em meu pescoço e ollhando-me fixa e alegremnt declarou: Amaru Runa, Homem de Sabedoria. Deu um longo e caloroso abraço, virou-se para Ka e pediu que anotasse o nome seu significado. Nao estava entendendo o que acontecia e entao Ka me explicou que eu havia ganhado um novo nome, e que dentro da tradiçao andina eu nao mais me chamava Allan, mas sim, Amaru Runa. Explicou também que a palavra Amaru poderia ser tanto utilizada como sabedoria como para serpente, pois em realidade a serpente tanto na mitologia inca como em muitos outras no mundo era considerada o símbolo da sabedoria. Comentou que seu próprio nome em língua inca, o quéchua, era Amauta Runa, que significa homem sábio, ou professor, e que a proximidade fonética e semantica de nossos nomes indicava uma complementaridade, ou irmandade.
O mesmo ritual se sucedeu com Frederico e Valéria e depois fomos visitar as ruínas do complxo arqueológico. No caminho vimos alguns altares dedicadosao condor e à Lhama além de vermos que todo o complexo arqueológico possui a forma estilizada de uma Lhama, ou Alpaca.
Mestre Francisco ntao nos convidou para iraté sua casa e acrescentou que no dia postrior ao Solstício de Inverno iríamos fazer uma cerimonia no alto Ollantaytambo. Justamente onde deveria se encontrar o cérebro da grande Alpaca, que era o local, no complexo arqueológico e na cidade, que primiro era brindado pelos raios de sol neste dia específico.




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