Arquivo da categoria ‘Caminho do Guerreiro’

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Poder Pessoal

Poder Pessoal está diretamente relacionado com o nível de liberdade adquirido pelo ser.

Portanto Liberte-se!

A pergunta que sempre existe é: como?

Como libertar-me? o que fazer?

Na maioria das vezes a resposta mais sensata é o que não fazer. Não seja ridículo, não se enquadre em coisas que você criou ou que outros criaram para você.

Porém entenda que Libertar é um verbo intransitivo. Não necessita complemento.

Se deseja libertar-se, faça-o agora, aqui. Sem demais explicações.

Antigamente eu me irritava comigo mesmo e com as pessoas que criavam desculpas para serem escravas. Depois tive pena, um pésssimo sentimento. Agora talvez eu tenha compaixão, busco ter compaixão, e quero ter compaixão. O Amor, e somente ele, pode libertar.

Estou falando de todos nós, eu você e seu vizinho, que não sabem o que fazer desta vida maravilhosa, deste tempo mágico que nos foi dado.

Criamos situações bizzaras, miseráveis, para nos engaiolarmos e podermos sofrer, pedir misericórdia.

Liberte-se!

A Liberdade é o único empreendimento digno de nossa existência.

E só há um local e um momento para se adquirí-la.

Aqui e agora.

Liberdade de corpo.

Liberdade de alma.

Liberdade de pensamento.

Liberdade de espírito.

Liberdade de ser.

Então livre-se daquilo que impede seu corpo de ser corpo, sua alma de ser alma, seus pensamentos de serem seus, seu espírito de voar livremente e unir-se a tudo aquilo que você sempre pensou que não era você e nada mais é que seu espelho, o Universo.

Você escolhe: ser uma vítima ou ser um guerreiro.

A quantidade de energia tanto para um quanto para outro é a mesma.

Coloco abaixo uma sequencia de exercícios para se atingir um nível de poder pessoal decente. Um exercício por semana. Totalizando 12 semanas, ou 3 meses de programa.

Claro que cada um deve se adaptar da maneira que quiser e puder. Mas atenção, se você decidir seguir, por sua própria conta e risco, as informações abaixo, seja coerente e siga o programa sugerido em sua sequência. Adapte cada exercício se quiser e achar necessário, mas não mude a sequência.

Instrução 1. Ame.

Comece pelo seu corpo. Por uma semana ame o seu corpo.

Não faça nada mais. Não pretenda atingir amor universal ou coisa parecida. Ame apenas o seu corpo. Mas não o mime. Dê boa comida, com amor, dê bom exercício, boa atividade. Trate-o como se fosse um novo bichinho de estimação. Embora leie as demais instruções abaixo, execute apenas uma de cada vez. Comece por esta.

Instrução 2. Ame.

Compreenda, dentro de si, e não intelectualmente, que Amor e Medo não podem conviver no mesmo local.

Medo é o nome que damos para ausência de amor.

Procure, por uma semana, os medos dentro de você, liste-os, e procure ver onde houve falta de amor para que houvesse a presença daquele medo. Ame.

Instrução 3. Palavras de Poder.

Qual o poder de suas palavras? Você as joga fora, como se fossem coisas sem valor, ou tem consciencia do poder que elas possuem?

Por uma semana observe, anote e medite sobre o poder das palavras e as palavras de poder.

Entenda que poder pode ser tanto construtivo quanto destrutivo.

Instrução 4. Perca sua importância.

Nem tudo é com você.

Não leve as coisas de modo pessoal. Mesmo que alguém esteja dizendo algo para você, compreenda que cada um tem seu universo, e que ninguém é o centro de outro universo que não o próprio.

Pratique, por uma semana, ver qualquer evento relacionado a você, desde o trabalho, até encontros casuais na rua, como se fossem com uma terceira pessoa, e não com você. Aja e responda a partir desta perspectiva.

Instrução 5. Não imagine!

Quando estiver dialogando com alguém, durante esta semana, pergunte tudo o que sentir, confirme suas sensações, não imagine isto ou aquilo.

Instrução 6. Conheça a sua Morte.

Nesta semana, reflita sobre o fato incontestável e imutável que você irá morrer um dia. A cada ação que empreender durante o dia pergunte-se:

- É assim que eu gostaria de executar o último ato da minha vida?

ou

- É aqui que eu gostaria de morrer? Fazendo isto e neste lugar?

Caso a resposta, em qualquer circunstância, seja não, reavalie o que você está fazendo da sua vida.

Instrução 7. Assuma a responsabilidade sobre sua vida.

Entenda que, se você encontra o amor da sua vida no metrô, às 07:15 da manhã, a responsabilidade é sua. Idem se você tem o retrovisor do seu carro destruído por outro motorista descuidado. Você escolheu estar naquele lugar e naquela hora, e portanto é responsável por TUDO o que lhe acontecer ali. Páre de reclamar.

Se não conseguir enxergar isso, refaça os exercícios da semana anterior.

Instrução 8. Vá a um lugar de poder.

Imagine um lugar que te trás força. Seja uma paisagem de infância, seja um parque municipal, uma praia, uma floresta, uma boate, ou um banheiro de rodoviária. Não importa.

Nesta semana sua tarefa é ir a este lugar. Aproveitá-lo como quiser. Se for perto de você vá várias vezes. Se for do outro lado do mundo páre tudo e vá até lá. Você vai gostar.

Instrução 9. Recapitule.

Honre o passado. Recapitule as ações tomadas até aqui, em 9 semanas de treinamento.

Aproveite para recapitular outros aspectos da sua vida, e principalmente honre seus antepassados. Visite seus pais, em vida ou seus túmulos. Compreenda que para você existir muitas coisas e pessoas necessitaram existir também. Somente honrando e vendo de forma clara o passado somos capazes de realmente deixá-lo passar.

Instrução 10. Seja Virtuoso.

Pratique, a cada dia da semana uma das seguintes virtudes:

Justiça.

Coragem.

Benevolência.

Educação.

Sinceridade.

Honra.

Lealdade.

Mas importante: Busque no dicionário o significado real destas virtudes, antes de você colocar em prática aquilo o que você, e só você, acha que elas venham a ser.

Instrução 11. Agradeça.

Tudo, todos. Agradeça com profunda reverência. Afinal, você está vivo, respirando, isso é mais do que o bastante.

Instrução 12.
Seja Feliz!

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Meu Amigo e Mestre Samurai

Eram quase 9 horas da noite fresca e quase fria na cidade de São Paulo. Eu deixava o Teatro Anchieta, do SESC Consolação, com os olhos cheios de água e uma impressão mista de contentamento e impotência, diante das atitudes do meu amigo e mestre Samurai.

Nas últimas duas horas havia presenciado um espetáculo fantástico, sobrenatural. Um grupo de oito nobres samurais, 7 deles vindos do Japão e que inevitavelmente me remetiam ao clássico de Kurosawa, os Sete Samurais, e mais um chileno de nascença, brasileiro de residência e japonês de alma.

Apresentaram os diversos aspectos do que é conhecido como Shinto Ryu, arte marcial japonesa que, em torno da figura da espada japonesa, ou katana, engloba dança, poesia, canto, cortes com a espada e movimentos pré-concebidos conhecidos como Kata, com o objetivo de ligar a alma do praticante a Deus, e perpetuar os valores e práticas dos antigos samurais.

A apresentação se iniciou com uma dança samurai feita com leques, conhecida como Shibu, muito bela e dramática que, mesmo sem entender nenhuma palavra do que era dito, pude sentir toda a intensidade de sentimentos ali colocada. E assim eram os samurais, intensos, pois a vida estava literalmente por um fio. A compreensão visceral de que tudo poderia acabar naquele segundo fazia, como diz um velho ditado, com que um samurai executasse em um mês o que uma pessoa normal levaria toda uma vida.

Em seguida uma apresentação dos Kata acompanhada pela gargalhada de uma criança da platéia que se divertia a cada grito, ou kiai, do apresentador nos preencheu de alegria e espanto ao ver um senhor aparentemente em seus 60 anos pular e mover-se como um jovem de 17 e com a precisão de um cirurgião plástico.

Após a apresentação dos Kata o mesmo senhor deu início a uma série de cortes feitos com o katana em maços de palha enrolados e presos a um pedestal. Era incrível a leveza com que a espada passava pelas fibras vegetais separando o maço em dois, três ou quatro pedaços de acordo com a quantidade de cortes executados.

Era a primeira vez que estes samurais, à exceção do Chileno, visitavam o Brasil e esta história começou a pelo menos oitenta anos atrás.

Um imigrante japonês, em 1927 chegava ao Brasil, trazendo além da mala e do coração cheio de esperanças, o grau máximo na arte da espada dentro do estilo Shinto Ryu. Mestre Mitsugui Yoshimatsu havia estudado diretamente com o fundador do estilo, Hibino Raifu, e veio para o Brasil, sem o saber e dentre outras coisas, perpetuar este estilo de luta e este modo de vida.

Mitsugui Yoshimatsu começou, pouco a pouco a forjar espadas de metal e de madeira para treino, sozinho ou com companheiros de pátria, na cidade de São Paulo. E na década de 70 encontraria George Guimarães, o Samurai brasileiro que seria o elo entre o passado e o futuro da espada japonesa.

Como aconteceu com quase todas as artes marciais japonesas, após a segunda guerra mundial o estilo Shinto Ryu sofrera várias alterações para se adaptar a novas regras e legislações do Japão moderno. Porém este estilo se manteve intocado nas mãos de Mitsugui, que no Brasil se encontrava alheio aos detalhes destas mudanças. Assim passou o estilo a muitos discípulos, e George Guimarães foi um dos poucos que também resolveu ensinar a técnica e suas bases filosóficas a outros alunos. Dentre os inúmeros discípulos de George, na Década de 90, sobressaiu-se um chileno que vivia no Brasil, chamado César Ortis.

Quando César chegou ao Japão esperançoso por conhecer os descendentes do estilo e mostrar o que havia aprendido no Brasil com George quase teve um infarto ao saber que o que praticava não era o estilo Shinto ryu, até que alguém mais velho o viu praticando e identificou os movimentos com o estilo antigo, antes da segunda guerra mundial.

O frenesi foi grande de todas as partes e César tornou-se o representante oficial da arte no Brasil. Mas isso é assunto para outra história.

Após cinco anos de intercâmbio técnico, no centenário da Imigração japonesa, os dirigentes japoneses a convite de César vieram ao Brasil para dar seminários e fazerem apresentações públicas de seu estilo.

Na apresentação feita no Sesc Consolação prepararam uma homenagem especial a George Guimarães, por ter preservado o estilo antigo, e por ter ensinado César, que por sua vez uniu novamente o ocidente e o oriente em torno da espada Japonesa.

Prepararam um reconhecimento oficial e um presente, e destinaram o momento alto da apresentação para concretizar esta homenagem a este Samurai brasileiro.

Toda a história foi contada para a platéia e emocionados, tanto César quanto o neto do fundador da Arte, entregaram seus presentes, leram seus discursos, e em troca receberam espadas de madeira feitas pelas mãos do Mestre Yoshimatsu e que haviam sido por ele dadas a George Guimarães no início dos seus mais de 10 anos de convívio.

Porém George não estava lá. Um de seus alunos antigos o representou na cerimônia. Todos estavam tristes por sua ausência, um reconhecimento de pelo menos 40 anos de dedicação a uma arte, onde ele, após a morte de seu mestre e seus demais discípulos era a única fonte ainda pura daquela técnica.

George, nos dias anteriores, estava empolgado com a homenagem, preparou um discurso em Japonês, vestiu sua melhor roupa tradicional japonesa e quando ia saindo de casa sua esposa se sentiu mal, havia acabado de retornar do hospital, e seu quadro requeria cuidados.

Mesmo tendo seis filhos, que poderiam tomar conta dela neste momento, George não hesitou um segundo em ligar para seu aluno Michel e pedir que o mesmo o representasse.

Festas eram excelentes, reconhecimentos ainda melhores, ainda mais nos altos de seus 78 anos de idade. Porém seu amor à sua esposa era muito mais verdadeiro e duradouro do que um reconhecimento público, mesmo que importante. O reconhecimento não mudaria nada que ele fez, faz e fará pela arte. Não havia treinado 40 anos para ser reconhecido. Havia se esforçado por quatro décadas para enfim tornar-se um verdadeiro guerreiro, em todos os momentos da vida, e não apenas naqueles que fossem convenientes.

Em casa, com sua esposa e sua enfermeira, ele cuidou da saúde de sua companheira de jornada e assim, por mais uma das inúmeras vezes meu Amigo e Mestre Samurai me dava mais uma lição prática e verdadeira de Lealdade, Compaixão, Benevolência, Retidão, Sinceridade, Coragem e Honra, os princípios do Caminho do Guerreiro, ou Bushido.

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Peru - El Oso

Fazia frio e fazia Sol na Praça das Armas de Cusco. Crianças ensaiavam danças para a Festa do Sol a acontecer na semana que vem, dia 24, a famosa Inty Raymi. Depois de algumas fotos e filmagens que querendo o Pai Celestial devo colocar em breve por aqui, subi caminhando até Sacksawaman. Pedras incríveis formam muros igualmente espetaculares. E numa quantidade tao grande que depois de algumas horas começamos a achar normal que aqueles monolitos tao imensos e cortados de forma tao perfeitamente irregulares existam por toda parte. Creio que somente daqui ha alguns meses me darei conta realmente da grandiosidade do trabalho do Império Inca.

Alguns lugares interessantes do ponto de vista energetico, mas nada que me chamava a atençao. Porém a estrada que por ali passa me chamava, e eu sentia uma ansiedade de caminhar por ela. Sem terminar a visita a Sacksawaman comecei a caminhar e após uns 10 minutos vi uma entrada para uma estrada de chao, ali seguindo no meio de um eucaliptal que me saudava com o vento a farfalhar suas folhas avistei algumas ruinas cujas pedras tinham uma coloraçao azulada. era como uma construçao da europa medieval, parecia ter um fosso e depois deste os muros com as já famosas pedras irregulares. Entrei neste local e senti que minha consciencia se expandia sobremaneira. Era como se meus pés saltassem em direçao ao Céu.

Do meio do Nada um jovem aparece um pouco abaixo no meio das ruinas.
Tinha o cabelo negro liso, como todos os peruanos, uma aparencia leve e uma blusa de lá tao azul quanto o céu. Gesticulando apressandamente me disse: Venha Señor, aqui hay una piedra que tine el Oso, has visto el Oso?

Nao entendia o que ele queria dizer, Oso é Urso em espanhol, mas nao fazia sentido e pensei que talvez nao estivesse compreendendo o que ele dizia. Fiquei parado olhando para ele, e tambèm pensando que seria mais uma das inúmeras ofertas de guia, ou de venda de artigos turisticos que já havia encontrado aquela manha. Como se meus pensamentos fossem palavras ele respondeu: No te voy a cobrar nada, venga, rápido!

Sua frase tao confiante destruiu minha hesitaçao e desci a pequena colina correndo tao rápido quanto minha perna ainda dolorida da contusao na semana passada me permitiam.

Acompanhei-o até uma espécie de mesa de pedra que termina uma sequencia de grandes estruturas líticas. Ele me mostrou um buraco em forma de elipse, mais ou menos do tamanho de um palmo. Estava semi cheio com água suja, provavelmente da chuva.

Em voz viva porém apressada me disse que aquela elipse estava orientada ao sudoeste, direçao exata onde a constelaçao do cruzeiro do sul saia no horizonte em torno da época do solsticio de inverno. e que aquela depressao na rocha servia para que, pela noite, se preenchesse com água e pudesse utiliza-la como uma espelho do cruzeiro do sul, ou Chacana, seu nome inka, e assim utiliza-la astronomicamente ou para fins rituais.

Depois foi mostrando que aquele espelho estava protegido por uma pedra cuja forma era a silhueta de um urso. E com um grande sorriso nos lábios perguntou olhando-me profundamente nos olhos: E porque un Oso? Acá no hay osos!

Me esplicou que o império Inka se estendia até o país que atualmente chamamos de Equador, e que de lá se pode avistar a constelaçao da Ursa Maior e concluiu dizendo:

- Portanto la Constelacion de la Osa proteje a la Chakana. Y mira, aí arriba hay un trono, donde se equilibra la tierra para que no haya sismos. Me gustaria enseñarte todo, pero tengo prissa y me voy! Quenco Chico se llama este lugar.

E assim como chegou saiu correndo, gritei a ele que estava muito agradecido e perguntei seu nome.

Correndo virou seu rosto para trás e totalmente iluminado pela luz do dia me respondeu: Jorge!

Fiquei ali parado, olhando a figura daquele filho do Sol desaparecer no meio dos eucaliptos encosta abaixo.

quanqochicourso1 - quanqochicourso1

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Peru 2008 – a preparação

Uma semana, são os dias que me esperam para conhecer a famosa civilização inca.
Caído no tatami de aikido vendo algumas estrelas que provavelmente nem estão catalogadas e tentando segurar o urro que normalmente sucede às dores intensas, minha mente e meu coração só queriam saber se eu estaria apto a caminhar nas ruínas de pedras precisamente irregulares de Sacksawaman.
Pernas recolhidas, rosto colado no chão e uns 10 pares de olhos aflitos por saber a extensão do dano. Enquanto eu rolava após ter recebido uma técnica do professor meu pé se prendeu na barra de sua calça. Foi-se o corpo, ficou a perna e seu estiramento na parte de trás da coxa.
Depois de alguns segundos que se estendem no tempo como uma eternidade consegui ver que era apenas um estiramento muscular. Forte, porém não o suficiente para me tirar de campo. Bem, me tirou do tatami… Mas depois de um gelo, uma meditação e uma supervisionada do médico colega de dojo, consegui voltar para casa dirigindo. Diganóstico: Peru que se cuide, to chegando!
Aliás já cheguei. Ando sonhando com lugares estranhos ultimamente que tenho a leve impressão que os visitarei num futuro próximo nos arredores de Cuzco. E hoje mesmo quando estava deitado tentando dormir me senti envolto por algo muito suave, e a impressão que tinha era de estar sobrevoando montanhas que acredito serem peruanas. A sensação de conexão e amor envoltas naquelas montanhas é algo indescritível.
No meu pequeno tempo de vida tive a oportunidade de visitar muitos locais de poder. Cada um, como o nome diz, tem sua força, sua marca e sua característica. Mas é possível que naquelas escarpas andinas resida além de sua marca principal, que acredito ser este amor incondicional que sinto todas as vezes que com elas me conecto, haja ainda algo mais amplo para o mundo atual. É bem conhecido a profecia do 13 Dalai Lama que diz que a luz espiritual do Tibete se trasnportaria para a América do Sul. E num diálogo recente com meu irmão InKa, ou Ka para os íntimos, fiquei sabendo que esta energia teria passado em 1968 pelo México e depois teria tido alguns problemas para cruzar o canal do Panamá e que a agora, e isso já é achismo meu, estaria sobre o Peru.

A profecia, que foi escrita antes de 1924, ano do falecimento do dito Lama diz mais ou menos assim: “No Ano do Tigre e da Terra (1950) a religião e a administração secular do Tibete serão atacadas pelas forças da Fênix Vermelha. O 14 Dalai Lama e o Panchen Lama serão vencidos pelos invasores. As terras e as propriedades dos mosteriso lamaístas serão distribuídas. Os nobres e as altas personalidades do estado terão suas terras e seus bens confiscados e serão obrigados a servir às forças invasoras.
Contudo a grande luz espiritual que há séculos brilha sobre o Tibete não se apagará. Ela aumentará, difundir-se-á e resplancederá nas Terras da América do Sul e principalmente nas Terras de O Fu Sang, onde será iniciado um novo ciclo de progresso com a nova sétima raça dourada.”

Se isso tudo é fato ainda não sei, mas que metade da profecia já foi cumprida e que tem algo diferente naqueles lados Incas, isso tem. E é algo muito puro e bom. E quem souber o que quer dizer O Fu Sang favor me dizer. Se for nome de gente favor mandar o endereço para eu ir lá visitar!

E foi inspirado nestas informações e sensações que me atrevi a escrever algo sobre as mesmas um outro dia destes e cometo o vexame de colocar aqui em público. Para aqueles que forem muito críticos saibam que eu tenho um bom coração, gosto de doce de leite e minha mãe diz que sou um cara gente fina.

“Nós nascemos para amar.
Amamos o grito infinito e o choro quando viemos ao mundo amar a vida.
Amamos o riso incontido, encantado, semente e flor do amor por existir.
Amamos existindo, correndo, dormindo, suando, amando.
Não há um átomo sequer de nosso corpo e do ar que o anima que um dia não tenha estado no íntimo de uma estrela.
Nascemos sabendo brilhar!
Somos da idade do universo. Sábios e novos em folha.
E prontos para a amar. Porque o amor é união e estamos sempre unidos…
Seja ao amor de amar, ou de sofrer, de construir ou de morrer.
E mesmo quando morremos amamos da forma mais completa e possível porque nos livramos da mentira individual e nosso corpo é uno com os elementos, nosso espírito vasto na eternidade.
Nós nascemos para amar.
E nascemos todos os dias, amamos todos os dias, vivemos a exata porção daquilo que amamos livre, infinita e ilimitadamente. (14/04/08).”

Bom, e para finalizar o melado, um vídeo para alguma reflexão. dica da Ereni Tinoco, aprovitem:

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Lidando com a chuva

“Existe Algo para ser aprendido com a tempestade.
Quando surpeendido por uma chuva você tenta não se molhar e corre rapidamente pela rua.
Mas, mesmo se escondendo nos beirais das casas, você ficará molhado.
Se estiver plenamente consciente de tal situação desde o início, você não ficará incomodado,
Embora ainda fique ensopado.
Esta compreensão se aplica a Tudo.”

(Hagakure - Yamamoto Tsunetomo, 1659-1719)

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A Arte da Paz

“O Guerreiro totalmente desperto pode livremente utilizar todos os elementos contidos no céu e na terra. O verdadeiro guerreiro aprende a corretamente perceber a atividade do universo e a transformar as técnicas marciais em veículos para a pureza, bondade e beleza.

A mente e o corpo do guerreiro tem que estar embebidos em uma iluminada sabedoria e uma profunda calma.”

Morihei Ueshiba

Morihei Ueshiba - Morihei Ueshiba

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Credo de um Guerreiro

Boa Madrugada,

Resolvi criar uma seção “Caminho do Guerreiro”. Uma particularidade de minha vida pessoal, mas que raramente comento. Tampouco comentarei aqui, mas deixarei que os textos falem por sí. Feliz ou infelizmente o Caminho do Guerreiro é pessoal e intransferível.

“CREDO DE UM GUERREIRO - Samurai anônimo, Sec XIV.

Izanami and izanagi Kobayashi - Izanami and izanagi Kobayashi

Não tenho pais; faço do Céu e da Terra meus pais.

Não tenho lar; faço da percepção o meu lar.

Não tenho vida ou morte; faço do fluir e do refluir da respiração a minha vida e minha morte.

Não tenho poder divino; faço da honestidade meu poder.

Não tenho meios; faço da docilidade meus recursos.

Não tenho poder mágico; faço do meu caráter minha magia.

Não tenho vida nem morte; faço do eterno minha vida e minha morte.

Não tenho corpo; faço da resistência o meu corpo.

Não tenho olhos; faço do relâmpago meus olhos.

Não tenho ouvido; faço da sensibilidade meus ouvidos.

Não tenho membros, faço da prontidão meus membros.

Não tenho estratégia; faço da mente aberta a minha estratégia.

Não tenho milagres; faço da ação correta meus milagres.

Não tenho princípios; faço da adaptabilidade meu princípio.

Não tenho perspectivas: faço de “agarrar a oportunidade por um fio” as minhas perspectivas.

Não tenho forma; faço da astúcia minha forma.

Não tenho táticas; faço do pouco e do muito as minhas táticas.

Não tenho amigos; faço da minha mente meu amigo.

Não tenho inimigos; faço da imprudência meu inimigo.

Não tenho armadura; faço da benevolência e da retidão minha armadura.

Não tenho castelo; faço da mente imutável o meu castelo.

Não tenho espada; faço da ausência do ego a minha espada.”