Arquivo da categoria ‘Lugares de Poder’

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Aurora

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É comum buscarmos lugares de poder para nos alinharmos com as energias mais sutis. Pouco comum, mas igualmente gratificante é quando os lugares de poder nos chamam.

Este foi o caso de Aurora, no interior do Uruguai. Próximo à cidade de Salto.

O lugar é famoso desde a década de 70 do século XX quando aparições não identificadas nos céus e fenômenos estranhos aconteceram em grande quantidade no lugar, levando a população, o governo e estudiosos de todos os tipos a tecerem inúmeras teorias sobre o que se passavam no local. O escritor e espiritualista brasileiro Trigueirinho esteve também no local, naquela época, e acredita que os acontecimentos locais devem-se ao fato de a região estar localizada sobre uma cidade subterrânea chamada Aurora, cujos habitantes seriam seres mais elevados tecnológica e espiritualmente que a humanidade terrestre e que preparam a Terra e seus habitantes para mudanças drásticas que ocorrerão num futuro breve, mas ainda incerto.

O local também foi palco, na década de 60, de uma das bilocações (capacidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo) do Italiano, hoje canonizado, Padre Pio de Pietrelcina, o que também aumenta o ar de mistério em volta da região de Salto, mais especificamente a região de Termas de Dayman, distrito de Salto.

Há cerca de três anos, atendendo a um pedido de um amigo arquiteto e estudioso das energias da terra, Carlos Solano, estive na fazenda-monastério comandada por Trigueirinho no Sul de Minas Gerais. Na época havia um certo problema com as plantações do local e Solano imaginou que o uso da acupuntura da terra pudesse auxiliar na regeneração do solo naquele local. Dito e feito, após algumas intervenções no lugar a Terra respondeu fantasticamente e tivemos boas colheitas como sinal disto.

Desde então passei a ir regularmente à Fazenda Figueira, como é chamada, no intuito de auxiliar em questões geobiológicas de maior ou menor grau. Apesar de não me afinizar 100% com os dogmas lá pregados era impossível não notar o trabalho que a comunidade espiritual de Trigueirinho prestava à população local da cidade de Carmo da Cachoeira. Existe um auxilio incondicional e abnegado como nunca vi em nenhum lugar, onde a população da cidade se beneficia de atendimentos médicos, dentários, psciológicos, restaurante, cursos profissionalizantes, cursos de musica, coral, etc, etc, tudo gratuitamente. Com absoluta certeza é o único lugar que conheço onde a caridade é verdadeiramente exercida sem nenhum objetivo pessoal, sem desmerecer outros lugares onde a caridade também é feita, porém sempre com algum interesse, mesmo que pequeno e aceitável, por trás das ações.

Enfim, um dia destes atendo o telefone e Artur, o braço direito de Trigueirinho e grande responsável pela manifestação de tudo o que a Fazenda Figueira é hoje, me convida para uma viagem a Salto no Uruguai, onde eles iriam estabelecer um centro de cura numa fazenda que fora dada a eles com este fim.

Apesar de muitos compromissos e muitas coisas a fazer resolvi aceitar o convite imediatamente, tendo que mudar dia de palestras e cursos, coisa que normalmente não faria por se tratar de um trabalho voluntário, onde além de não receber teria que ainda arcar com algumas despesas. Mas algo me dizia para ir, e não é todo dia que um local de poder te chama até ele.

Tudo arranjado, malas prontas, vamos nós até o Uruguai. Uma pequena parada em Buenos Ayres, onde gentilmente uma pessoa do grupo de Trigueirinho na cidade me aguardava para me levar até a estação rodoviária internacional, onde tomo um ônibus para Salto no Uruguai. Algumas intervenções na alfândega tanto da Argentina quanto do Uruguai e por volta das 6:00 da manhã estava em Dayman, povoado de Salto, onde dormindo escutei a voz de Artur perguntando ao motorista se não havia um Allan do Brasil dentro do ônibus. Levanto assustado, salto do ônibus para entrar no distrito de Salto e num frio de quase 0 graus. Artur imagina que eu já estou super acordado e vai me dando detalhes de onde estou, me posicionando geograficamente sobre as ruas ao nosso redor e como era fácil me localizar ali. Eu ainda não tinha nem dado um bocejo quando entramos num jardim imenso e belo que conduzia a uma aconchegante casa situada sob um céu de estrelas, poucas nuvens e um clarão no oriente anunciando a aurora.

Dentro da sala um grupo silencioso de 10 pessoas se conformava em semi-círculo próximo a uma lareira, os cumprimentos foram de olhares e sorrisos. Sentei-me ao lado de Carlos Solano que já estava por ali, este sim abracei fisicamente e em seguida iniciou-se o rezar de um terço. A Ave-maria estava refeita, com frases novas que creio significar para o grupo algo mais próximo com o que estão vivendo, apesar de a estrutura ser exatamente a mesma. O pai nosso era substituído por mantras, que falavam de cristo ou de deus especificamente.

Ali naquela corrente, em meio a cochiladas, bocejos e calor do fogo e dos corações entrei em sintonia com o grupo de trabalho e começou nosso dia. Após o desjejum fomos imediatamente à fazenda ofertada ao trabalho de cura. Muito próxima do que se considera ser o epicentro da cidade subterrânea de aurora o lugar realmente tem algo de especial. Pode se sentir no ar uma leveza diferente e uma freqüência energética mais alta que o comum dos lugares. Mas fisicamente creio que passaria despercebido pela maioria das pessoas que por ali passam.

Começamos a caminhar pelo lugar e ele foi se abrindo como uma flor, mostrando suas diversas nuances, uma chaminé aqui, outra ali, rios de água subterrânea, locais de energia curativa fantásticas, e assim por diante.

Pela tarde auxiliar Solano a desenvolver o projeto arquitetônico para as varias edificações que irão dar suporte ao centro de cura.

No dia seguinte fomos marcar no local as edificações, escolhendo o melhor lugar para cada, porém chovia muito e ventava mais ainda. Ganhei uma manhã de folga e junto com Solano adiantamos o projeto. À tarde a chuva continuava e eu sabia que não teria muito tempo para esperar, juntamente com Artur e seu amigo Samuel fomos assim mesmo ao local. Nos ensopamos no meio de trovões e raios, um deles quase cai na nossa cabeça. Seu impacto foi tão próximo que a alteração magnética causada na atmosfera fez uma fagulha elétrica sair do martelo e atingir a mão de Samuel que além do choque levou um grande susto. Tarefa feita retornamos à casa.

Pela Noite resolvi ir visitar as termas. Coisa inesquecível. Do lado de fora algo em torno de 3 a 8 graus. Dentro d’água 42. Senti-me no útero materno e inúmeras vezes repeti o mesmo processo: retirava todo o ar dos pulmões e me deixava afundar na piscina. Lá embaixo agüentava o máximo que podia no silencio quente. Tudo o que ouvia era meu sangue sendo impulsionado pelas veias. Quando regressava à tona o fazia de maneira sutil e me sentia renascer para o mundo. Após inúmeras repetições percebi que no chão da piscina havia 6 buracos por onde a água quente entrava na piscina. Fui a um por um, representando cada chacra, e renascendo-os com a simples intenção de fazê-lo. Ao final dos 6, na piscina contígua havia uma fonte que ejetava água a cerca de 2,5 metros de altura. Era o meu chacra coronário que seria desta vez renascido com o restante do outros. Posicionei-me de costas sentindo a água da fonte passar por toda a coluna e por fim chegando ao topo da cabeça. Depois virei de frente e deixei cair a água purificadora sobre a frente do corpo. Apesar de ser um local de recreação creio que naquele momento aquelas termas eram um templo de renascimento para mim.

No dia seguinte fui visitar uma gruta erigida em homenagem a Padre Pio. Nada de mais no percurso, porém ao regressar ao carro, e justamente enquanto conversávamos sobre o fato de algumas pessoas sentirem um perfume cítrico quando atendidas pelo Santo fomos cercados por um aroma de tangerinas tão forte que me fez duvidar que pudesse ser algo energético. Procurei à volta por algum tangerinal, porém nos vastos quilômetros que os pampas me permitiam observar, apenas gado e pasto era visível. Respiramos portanto as benções de Padre Pio por alguns minutos. E retornamos ao carro congelados e felizes.

Ao regressar a Buenos Aires descubro que um outro centro de cidades subterrâneas era a região de Cuzco e Machu Pichu o que me fez pensar sobre a feliz “coincidência” de poder estar sobre estes lugares em espaço tão pequeno de tempo.

Talvez seja porque a “missão”, se é que podemos assim definir, destes locais de poder na atualidade seja justamente a de se afinar e auxiliar o planeta e a humanidade nele existente a passarem por este momento de transição que fará com que seja manifestada a cura planetária em todos os níveis.

Obviamente fiquei muito agradecido pela oportunidade dada por Artur e pelo lugar em si, além de ser muito agradecido por poder viver neste momento de tantas mudanças, um momento histórico único na vida de nosso planeta e peço que me seja dada a clareza para entender o que tudo isso significa, a capacidade de lembrar sempre as lições aprendidas e a coragem e a força para executá-las.

Parabéns a Trigueirinho, Artur e sua equipe por um trabalho tão belo e importante. Precisamos de muitos seres humanos assim na terra!

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O Lugar do Silêncio

Procuro em minha casa um local que batizarei com o nome de silêncio.

Me abro internamente, deixo que a intuição guie minha mente e meu corpo até o lugar correto, para o qual não tenho preconceitos. Uma cama, um canto da sala, ou até mesmo um banheiro são lugares onde o silêncio, na capa da manhã ou nos encantos da noite pode habitar.

Sentar e intentar.

Poucas palavras e muito sentimento são o suficiente para que meu local encontrado se torne o cerne do meu silêncio e a morada de minha paz.

Respiro.

Expiro e me inspiro na constatação de que a luz é da mesma substância celestial que o silêncio. Percebo com os olhos da intuição que a Luz está em todos os lugares, portanto não havia maneira de encontrar o local errado.

A Luz está em todos os lugares, e o que necessitamos é apenas intentar. Poucas palavras e muito sentimento para nos conectarmos com a Luz, o silêncio e o Universo.
Vejo que antes de mim outros muitos, hoje imortais, souberam da luz, a cultivaram em seus corações de amor e passaram adiante a notícia de sua existência. E somente assim, quieto, respirando e sentindo, percebo que sou parte desta luz derramada.

Humildemente agradeço a todos os homens e mulheres que em suas vidas destinaram um pouco de tempo a cuidar da chama que produz esta luz, e assim honrando suas presenças antepassadas me vejo rodeado de inúmeras luzes mais fortes.

Vejo que não estou só e que o silêncio preenchido de luz é agora invadido por presenças alegres e suaves. O tempo já não mais é o mesmo.

Aos poucos, sem me levantar, convido a noite para penetrar, posto que esperava na janela quando chegava o por do sol. Cada centímetro do tempo e da casa se preenchem com a luz invisível da noite à qual um dia chamei escuro. Ao me conectar vejo que há apenas mais luz, e que a raiz de todos os desenganos era tão somente a desconexão.

Se há no universo tanta harmonia, de onde vem o caos no qual vivemos?

Minha mente, em silêncio e em luminosa escuridão apenas sabe que foi caótica enquanto desconecta. E talvez os humanos seres se debatam apenas enquanto suas tentativas de vida sejam algo distante do mundo, desligado do ser, do existir e do mundo que nos rodeia.

Pensamos muito, sentimos pouco.

Mais uma vez restabeleço meu contato com o lugar do silêncio e com o silêncio do lugar. Pouco a pouco com o cair da noite, calo minhas palavras e canto com o coração o sentimento de estar silenciosamente vivo.

merope cfht - Merope - A Nébula da Reflexão

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Sunfinder

Sig Lonegreen é um dos Geomantes mais influêntes e conhecedores do assunto nos dias de hoje. Fez um programaminha para calcular a posição do sol ao nascer e ao se por em dias específicos.

Para você que quer projetar Lugares de Poder, desde um simples labirinto ou círculo de pedras, até uma catedral, quer usar o alinhamento Sol-Terra e não está afim de esperar até o dia desejado chegar, e ainda correr o risco daquela nuvenzinha infeliz vir atrapalhar a sua medição, aí vai o programinha traduzido em Portugês.

Clique no link abaixo. Vai abrir uma janela de arquivo .zip. Salve-o em seu computador. Dentro dele está um arquivo .mht, que é o programa. Ele será aberto pelo seu Browse, e é preciso que você habilite os scripts, caso o seu browse os bloqueie, ok? Divirta-se!

Sunfinder Calculator

Ps: Já testei e embora o programa diga apenas para latitudes Norte, a aproximação é muito boa, tendo apenas alguns graus de diferença, o que na prática não muda muita coisa.

Este foi outro diálogo interessante sobre o tema, ocorrido num chat de curso de geobiologia On-line.

Vale ressaltar para os novatos que o tema Lugares de Poder, embora instrinsecamente relacionado com a Geobiologia, na verdade não faz parte de seu curriculum oficial. A Geobiologia lida com a saúde dos edifícios e com a relação desta saúde com a saúde e o bem estar das pessoas que nele habitam. Seria, na série Lugares de Poder, Lugares de Saúde ou de Doença que a geobiologia se conectaria com o tema.

Considerações feitas, vamos ao diálogo:

19:42 A.: Quando fui a casa da P., filha da S., em Itatiaia, Ela me mostrou um lugar em cima de uma rocha. Falou que você identificou ali um lugar de poder, quando foi lá…
19:46 A.: A P. disse que vc falou para construir uma ” cadeirinha”!

19:48 Allan: é um local que tem o poder do silencio.
19:48 Allan: alguns lugares tem o poder de afetar nossa consciencia de uma maneira específica, determinada, sem que tenhamos que fazer nenhum processo para que esta mudança ocorra.
19:48 Allan: quando puder leia esta entrevista: http://www.geoambiental.org.br/gb/content.php?id_content=31 vc terá que se cadastrar, mas vale a pena.
19:49 Allan: além disto na mesma revista tem muita informaçào de geobiologia.
19:49 Allan: e neste local específico o “empuxo”da terra leva nossa consciencia a um local de silêncio.
19:50 Allan: descobrir locais que nos levam ao silencio sempre foi uma obsseção (é assim que escreve?) dos mestres da antiguidade.
19:50 Allan: hoje em dia creio que seja mais que um hobbie místico, uma necessidade vital, afim de que não nos tornemos mais máquinas.
19:51 Allan: então aquele local é uma dádiva. mas para que ele permaneça um local de silêncio é importante que as pessoas não o utilizem de qualquer maneira.
19:51 Allan: senão o local se ressente e perde seu encanto.

19:51 A.: entendi…tem que ter respeito…
19:52 A.: Mas não entendi a coisa do “empuxo”…
19:54 A.: é alguma coisa relacionada com alguma inluência do subsolo, chaminé, etc…? Ou vc está falando de algo q vai além disso?

19:54 Allan: algo além disto. ou aquém não sei.

19:54 A.: Que só se sabe sentindo?

19:55 Allan: empuxo, ao pé da letra, é a força que os liquidos produzem em objetos sólidos neles imersos, empurrando-os para cima. se o empuxo for maior que a gravidade então o objeto flutua.
19:55 Allan: neste caso usei a palavra copiada do escritor carlos castaneda.
19:56 Allan: que chamava de empuxo da terra a força que saia dela e que modificava a sua superficie e tb os humanos ali, num determinado sentido. no caso do local de itatiaia no sentido de atingir o silencio.
19:56 Allan: meio aéreo o conceito, mas acho que dá para entender, né?

19:57 A.: Dá sim… E só se descobre esses lugares pela sensibilidade?

19:59 Allan: creio que sim.
19:59 Allan: não posso imaginar outra maneira de descobrí-los que não seja pela sensibilidade.
20:00 Allan: alguns lugares com estrturas geobiologicas podemos descobrir usando varetas, ou alguns aparelhos eletronicos.
20:00 Allan: mas locais de poder, que influenciam nossa consciencia, não vejo outra maneira que não a própria consciencia, ou pecepção, para poder encontrá-los.
20:01 Allan: o dificil é a gente separar o que é da gente e o que é de fora. quando a gente consegue isso perceber estes lugares é tão simples quanto perceber se é dia ou noite

20:02 A.: Entendi… Tenho que trabalhar muito nisso!! Hahaha. Tenho alguma sensibilidade… mas daí a perceber qual a qualidade do lugar de poder, ainda falta muito!!

20:03 D.: Boa noite a todos! Estava lendo o que estavam conversando. Allan, gostei dessa idéia de local de silêncio. Isso é um local detectavel. Como funciona isso, ou é uma idéia, digamos filosofica?

20:04 Allan: não é nada filosofica D. porém a detecção depende do que escrevi acima, separar as coisas internamente. e não de varetas ou aparelhos, como no caso dos locais geobiológicos.
20:07 D.: Com relação ao local de silêncio. É um local mais isolado, que a energia descrita é percebida. É isso ?
20:09 Allan: local de silencio é um local de silencio. risos. é um lugar onde a terra nos leva, naturalmente a um estaado de silencio interno. nao tem nada a ver com isolamento fisico, pode-se achar um local de silencio na avenida paulista sem problemas. Nunca encontrei um na paulista, propriamente dita, porém já encontrei outros tipos de locais na paulista, como locais de descanso.
20:09 Allan: então o que importa é o que o local causa em nós.
20:10 Allan: neste caso especifico estamos falando de um local que nos cause silencio.
20:10 Allan: como encontrar um lugar assim?

20:10 B.: e pra descobrir só experimentando, é isso?

20:11 Allan: primeiro é necessário estar aberto à influencia do local sobre a gente. sem esta abertura, os lugares passam despercebidos, como um surdo andando numa boate. ele não está fisicamente aberto à influencia do som.

20:11 A.: hahaha! adorei a comparação..

20:11 B.: o “estar no aqui e agora” primordial…

20:11 Allan: sim B., a experiencia é o pano de fundo para encontrar, não tem outra saída. não dá para aprender no chat, ou no livro. nem com alguém te ensinando. isto nos leva ao segundo ponto: Buscar .
20:12 Allan: é importante buscar coisas, interagir com o planeta em todos os niveis, até o da consciencia.
20:12 Allan: e por fim é importante separar o que está dentro de nós. é importante aprendermos a diferenciar o que é nosso e o que não é.

20:12 A.: Haja chi kun!!

20:13 Allan: as pessoas normalmente não procuram dentro de si o que é próprio e o que é externo.

20:13 B.: sim, acho que essa é a parte mais difícil.

20:13 A.: Também acho!!

20:13 B.: estar neutro, ou ao menos saber diferenciar o que vem de dentro do que vem de fora.

20:13 Allan: normalmente o máximo que chegam é diferenciar sensações físicas, por exemplo, diferenciar quando o calor é porque passou a pessoa da nossa vida, ou é por causa do sol que está batendo.
20:14 Allan: então esta percepçào física pode ser ampliada para niveis psicologicos e conscienciais.

20:15 D.: Gostei desse local de silêncio. Ele tão necessário. Tomara conseguir detectá-lo. Vou procurar ficar mais atenta!

20:15 Allan: quando atingimos um nivel de saber exatamente o que são sensações, sentimentos e pensamentos próprios e os que são provocados por “forças” externas, aí fica fácil saber se por exemplo, o silêncio que sentimos num lugar vem de nosso próprio ser, que está em silencio interior, ou se é um “empuxo”da terra que nos está levando naquele sentido.
20:16 Allan: também é importante para detectarmos locais que não nos fazem bem num determinado momento.
20:17 Allan: uma prática muito fácil de se fazer e que nos ensina a diferenciar o que é pessoal do que é externo é simplesmente sentarmos e assistirmos ao filme do nosso diálogo interno.
20:17 Allan: sem qualquer julgamento, sem qualquer análise, apenas sentar, fechar os olhos e deixar rolar. deixar vir.

20:18 Allan: se vc faz isso continuamente, alguns minutos por dia, vai chegar um momento que vc vai começar a ver diferenças nos pensamentos, emoções, sensações e sentimentos que ficam passando ali no filme.
20:19 Allan: e a partir do momento que vc começa a diferenciar, verá que tem alguns que são vc, como vc olha a sua mão e sabe que é sua, e outros que não são seus, mas estão ali, como alguém que toca vc.
20:19 Allan: mas para ver isso é importantissimo não julgar, não dizer: isso é ruim, isso é bom, isso tem valor isso não tem.
20:20 Allan: depois de algum tempo diferenciar o que vem de fora e de dentro fica muito simples. será possível saber se o que vc pensa, ao encontrar com alguém é o seu pensamento mesmo, ou se é o pensamento da pessoa, se vc está “indo na onda”. mas aí já entramos em outro nível, outro assunto.

Lugares de poder são pontos na superfície do planeta que incentivam um aumento de consciência nos seres humanos. Estes pontos de alta energia têm a capacidade de ressonar com partes específicas do nosso corpo realinhando-as e permitindo a instalação de um processo de cura física ou sutil, ou simplesmente incrementando nossa conexão com o Céu e a Terra.

Muitas vezes estes locais estão agrupados fisicamente em uma determinada área geográfica de maneira a formar um circuito energético, onde cada ponto corresponde a um órgão, chacra ou meridiano do corpo, permitindo, ao percorrer este circuito, trabalharmos todo o sistema físico-energético do nosso corpo.

Órbita Microcósmica

Encontramos tais situações no percurso do Rio Nilo, no Egito, do Rio Amarelo, na China, no Vale Sagrado dos Incas, às margens do Rio Vilcanota no Peru, no famoso Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha e em muitos outros locais sobre o Planeta.

No Rio de Janeiro, na região da Floresta da Tijuca, encontramos um sistema energético que reflete nos seres humanos a Órbita Microcósmica Taoísta. Pontos nas montanhas, que vão desde o Corcovado até a Pedra da Gávea se alinham com estruturas internas ativando e equilibrando os pontos da Órbita, do Períneo ao Coronário.

Rio energético - Circuito energético do Rio de Janeiro

Percorrer estes pontos internos e externos, e ativa-los corretamente é uma oportunidade de nos alinhar com nossos feixes pessoais de energia e nos colocarmos em contacto com a Terra e o Macrocosmo, adquirindo saúde, equilíbrio, bem estar e níveis mais profundos de consciência.

O sistema energético encontrado no Rio de Janeiro é bastante complexo e cheio de nuances. Mas vou apresentar os seus pontos principais.

Seguindo o roteiro da órbita microcósmica taoísta, o ponto correspondente em nosso corpo ao períneo, na região carioca encontraria-se no Corcovado.

Esta é uma área de ativação natural dos sistemas básico e urogenital do corpo, bem como um acesso ao Tantien inferior, chacra umbilical e sistemas correlatos.

Na verdade o ponto específico do chacra umbilical do sistema carioca estaria em algum ponto entre o Morro da Boa Vista e o corcovado, porém nunca tive acesso físico a este lugar, e do Corcovado podemos fazer a ligação visual e energética com este ponto.

Minha sugestão é que as pessoas se dirijam a este ponto e efetuem exercícios físicos e outros que conheçam que estimulem esta área de seu corpo. A união da estimulação física em um local que possui esta freqüência maximiza a energia trabalhada.

Em seguida temos o sistema que compreende o plexo solar e o chacra cardíaco. Ambos encontram-se respectivamente no Pico do Conde e no Pico da Tijuca.

Para fins práticos a Ida ao pico da Tijuca apenas é suficiente para se acessar estes dois pontos energéticos, tanto externa quanto internamente.
A área a se focalizar no trabalho é a do Tantien médio, chacra Cardíaco e sistemas circulatório, braços e sistemas correlatos.

A parte referente ao o Pescoço, Chacra Laríngeo, e estruturas similares encontram-se na Pedra Bonita.

Neste local, além de poder trabalhar estes centros, já nos encontramos a caminho da Pedra da Gávea que compreende as estruturas do Sexto e Sétimo Chacras, da Fronte e da Coroa, que respondem pelo Tantien Superior, chacras do terceiro olho e coronário e sistemas correlatos.

No Pão de açúcar temos o que chamamos de ponto menír, ou ponto chave. É um ponto que trabalha todos os pontos anteriores ao mesmo tempo. Não é de se admirar que o Rio de Janeiro não se desenvolva bem, no âmbito humano, pois a quantidade de movimento desordenado e de eletricidade que contaminam o pão de açúcar diariamente é enorme.

Minha sugestão é ir ao pão de açúcar após ter percorrido os pontos anteriores. Claro que ninguém conseguirá passar por todos os pontos num só dia. Como no Pão de açúcar dever ser feito um trabalho de união e fechamento de todo um processo energético iniciado dias antes no corcovado, sugiro que a visita ao corcovado, no primeiro dia, seja pela manhã, e ao Pão de açúcar, no último seja no fim da tarde. Pois assim todo o ciclo terá sido feito.

Eu já ouvi e li muitas coisas a respeito principalmente da Pedra da Gávea, existem alguns livros que comentam de umas inscrições em uma de suas faces, e outros que falam de uma câmara secreta em seu interior.

Eu nada sei a respeitos destes eventos. O estudo acima foi baseado em um estudo de percepção sensorial, utilizando-se técnicas Geobiológicas, de Arte Zahorí e de Alquimia Interna Taoísta. Acredito que qualquer um que utilize as mesmas técnicas nos mesmo locais chegará às mesmas conclusões que eu.

Claro que haverá um monte de comentários perguntando como fazer as meditações, como proceder, etc e tal. Minha sugestão é: usem a intuição, sigam a energia. Se mesmo assim Não conseguirem aí estou disposto a comentar com detalhes sobre algumas práticas que podem ser feitas.

Abraços.
Ps: Este “post” é em homenagem à minha amiga Aline Mendes!

Hoje num chat do curso on-line de geobiologia nos lembramos de um caso interessante sobre a relaçào entre a Terra e a consci6encia, num nível mais psicológico. Acho que vale a pena inserir aqui.

“20:24 Allan: eu tinha uma cliente que era psicóloga, e ela tinha um sofá de 2 lugares no consultório.
um veio de água passava sob este sofá. porém apenas em uma parte dele. Então ele tinha metade dentro da água, por assim dizer, e a outra metade no “seco”.
Sem dizer a ela eu perguntei se ela já havia notado diferença no comportamento dos pacientes que se sentavam em uma ponta do sofá ou outra.

Após refletir por um momento, e sem saber onde passava a água ela respondeu que os pacientes que ali sentavam eram mais chorões, ficavam ligados ao problema, queriam ser bajulados. Enquanto o pessoal que sentava na outra ponta tinha um comportamento mais voltado à solução, à resoluçào do problema. E que a mesma pessoa podia passar de um estado para o outro dependendo do dia.

Então eu expliquei a ela o porque as pessoas faziam isto. Elas buscavam na Terra um local que ressonasse com ela, ou vice versa, ao se sentarem em um local com uma determinada característica eles acabavam se imbuindo dela e expressando-a em seu comportamento.

Ela a partir daí começou a utilizar isso na sua prática diária, colocando os machões para chorar um pouco sobre a água e colocando o pessoal que tava muito criança para resolver seus problemas no seco. ”

Todos os lugares da Terra são Sagrados. Porque a Terra toda é sagrada. Porém existem lugares de Poder. Onde o sagrado não se expressa apenas pela característica de união, essência de sua energia, mas também por características específicas relacionadas com o Ser humano.

A meu entender Lugares de Poder são locais onde o sagrado conversa com o Humano. Onde as Energias universais adquirem um padrão inteligível para alguns (não muitos, infelizmente) dos humanos.

Juan Li, um Mestre Taoísta, diz que “Um lugar de poder é um lugar que eleva a consciência, a tira de um estado ordinário comum e a eleva a um ponto superior.” (veja aqui) E esta mudança de consciência pode ocorrer de diversas formas, daí os diversos “poderes” de cada lugar.

Recentemente estive num local, onde para mim o poder específico é o de incentivar o amor pela existência. Este local no coração do estado da Bahia é chamado de Chapada Diamantina.

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Foram muitos dias de caminhada desde o amanhecer até a noite. Porém não havia cansaço, somente um êxtase semi-oculto de se perceber a natureza tão enorme, tão exuberante, e ao mesmo tempo cuidando de cada um de nós, de cada formiga, de cada pétala de flor.

Caminhando nos vales da chapada recebi o poder de perceber o amor de tudo para com tudo, e que a energia aglutinadora do universo, que alguns chamam de gravidade, em seus níveis mais profundos pode-se chamar de amor.

Neste imenso pedaço de chão que é a chapada o “empuxo” da Terra nos leva a olhar fora de nossos umbigos, captar que o universo é realmente algo extremamente maior que nós mesmos, e que ainda sim ele cuida de todos os pequenos detalhes.

Acho que as palavras de Chuang Tzu, neste momento, fazem mais sentido: “O Tao produz o ser e o não ser, mas não é nem um nem outro. O Tao congrega e destrói, mas não é nem a totalidade nem o vácuo.”

Porque colocar isto num blogue sobre Geobiologia? Porque sem entender as sutilezas de nossa Mãe Terra é estéril tentar entender seus processos mais óbvios, dos quais a geobiologia se ocupa.

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